domingo, 23 de setembro de 2012
Mutilation
Nunca passou pela minha cabeça que um dia eu pudesse fazer isso, que eu teria algum motivo pra isso, que um dia eu chegaria á esse ponto, que eu ia ter vergonha e medo de mostrar meu braço para alguém, medo sim, medo de ser criticada, medo de se destrair e deixar que alguém veja os cortes ou cicatrizes, medo do que vai se passar pela cabeça de quem vê, e mesmo sabendo que isso não ia me levar a nada, eu continuava... e me sentia sozinha, mesmo sabendo que tinham um monte de pessoas ao meu lado, e pra mim, quanto mais cortes eu fazia, mais aliviada eu me sentia, e sempre ia parar um canto e chorar, e deixar o sangue cair, e mentia dizendo que estava tudo bem, dizendo que não era nada, e toda vez que eu olhava pros meus braços eu me sentia um lixo, mas parecia que pra mim aquilo era normal, e quanto mais criticas eu recebia, mais aumentava minha vontade de me cortar, pra mim, isso era só mais um motivo, já cheguei a pedir ajuda sem que ninguem pudesse me ouvir, e não me contentava com um só corte... Bom, nada disso acabou, tenho mais cicatrizes aos dias que passam, me corto toda semana, receber criticas, principalmente de quem diz se importar comigo, são normais, eu sei, que não machuco só a mim, peço perdão a todos que se preocupam comigo, eu sou um lixo, desculpem. E para aqueles que julgam, procurem entender oque eu sinto antes de criticarem ou julgarem, pode não machucar você, mas machuca a mim.
sábado, 22 de setembro de 2012
He's my hero
Eu sei como é suportar tudo dando errado, e sorrir fingindo que está tudo dando certo.
Eu faço textos e textos pra falar como eu me sinto, não faço textos pra ganhar mérito ou algo do tipo, meus textos são verdadeiros e são somente oque eu sinto, realmente, não sei me expressar tão bem quando eu digito, então vamo lá...
Sexta-feira 20h00:
Fazia meia hora que eu tinha saido da casa dos meus avós, passei o dia com o meu vô e nada anormal, então, vim pra casa, com a minha mãe, e a minha vó me ligou desesperada "Duda, o pai tá passando mal, chama a mãe rápido, vamo pro hospital", eu não sabia oque falar, o que passou pela minha cabeça foi, pegar as coisas da minha mãe e ir correndo pra lá... Chegando lá, ele saiu no colo do meu dindo, foi a pior cena de todas, sério, ver ele desacordado, no colo do meu dindo, minha vó chorando e meu dindo gritando "vamo pro hospital" foi perturbador, após 3 horas na emergencia, sem saber oque fazer, já tinha chorado tudo oque podia, não tinha força pra nada, saia pra rua pra tomar ar, peguei meu celular, botei meus fones e me sentei em um banco, com um casaco do meu dindo por cima de mim... então, meu vô ficou internado, hoje, ao chegar lá, e poder vê-lo sorrir e me chamar de bebe, e vê-lo bem, lucido, e enfim, foi ótimo, sério, ótimo, ele é tudo pra mim.
Ele é o meu herói, meu rei, meu coroa, meu velho, eu amo ele.
Eu faço textos e textos pra falar como eu me sinto, não faço textos pra ganhar mérito ou algo do tipo, meus textos são verdadeiros e são somente oque eu sinto, realmente, não sei me expressar tão bem quando eu digito, então vamo lá...
Sexta-feira 20h00:
Fazia meia hora que eu tinha saido da casa dos meus avós, passei o dia com o meu vô e nada anormal, então, vim pra casa, com a minha mãe, e a minha vó me ligou desesperada "Duda, o pai tá passando mal, chama a mãe rápido, vamo pro hospital", eu não sabia oque falar, o que passou pela minha cabeça foi, pegar as coisas da minha mãe e ir correndo pra lá... Chegando lá, ele saiu no colo do meu dindo, foi a pior cena de todas, sério, ver ele desacordado, no colo do meu dindo, minha vó chorando e meu dindo gritando "vamo pro hospital" foi perturbador, após 3 horas na emergencia, sem saber oque fazer, já tinha chorado tudo oque podia, não tinha força pra nada, saia pra rua pra tomar ar, peguei meu celular, botei meus fones e me sentei em um banco, com um casaco do meu dindo por cima de mim... então, meu vô ficou internado, hoje, ao chegar lá, e poder vê-lo sorrir e me chamar de bebe, e vê-lo bem, lucido, e enfim, foi ótimo, sério, ótimo, ele é tudo pra mim.
Ele é o meu herói, meu rei, meu coroa, meu velho, eu amo ele.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Downhole. †
Eu não me reconheço mais, a criança que eu era, não teria orgulho da pessoa que eu sou hoje, meus familiares falam em me internar ou qualquer coisa do gênero, eu tô perdida, totalmente perdida, não tenho mais chão, desmoronei, larguei de mão, tô triste, tô mal, tô machucada, de todas as formas, me corto e fumo tudo oque me é oferecido, bebo de uma forma impressionante, nunca vi alguém tão no "fundo do poço" quanto como eu estou me sentindo agora, eu já não tinha forças nem vontade de acordar pra ir a aula, ver as mesmas coisas de sempre, escutar as mesmas coisas, e ter que reprovar um ano, talvez, não estude o suficiente, talvez não, isso é a verdade, faço as provas e trabalhos no mundo da lua, me culpo diariamente por ter feito oque fiz, acho realmente que deveria me preocupar mais e prestar mais atenção na aula, mas, quando tento estudar, logo me perco em qualquer distração.
Ultimamente, tenho andado me espiando toda pela rua, com medo de tudo, tudo, tô ficando louca.
Tenho feito de tudo pra me machucar/me alto-prejudicar, cortes e marcas por todo corpo, tenho saudades da criança que sorria por qualquer coisa e quando chorava por um motivo bobo tinha sempre um colo pra deitar e falar " da próxima vez eu faço melhor " hoje em dia não tenho todo esse apoio, sinto que meus amigos, pelo menos nos quais eu considerava amigos, me largaram de mão, eu não consigo mais, não consigo sorrir de uma forma espontanea, abraços e caricias me fazem tão bem, me sinto aliviada, me sinto muito bem mesmo.
Ultimamente, tenho andado me espiando toda pela rua, com medo de tudo, tudo, tô ficando louca.
Tenho feito de tudo pra me machucar/me alto-prejudicar, cortes e marcas por todo corpo, tenho saudades da criança que sorria por qualquer coisa e quando chorava por um motivo bobo tinha sempre um colo pra deitar e falar " da próxima vez eu faço melhor " hoje em dia não tenho todo esse apoio, sinto que meus amigos, pelo menos nos quais eu considerava amigos, me largaram de mão, eu não consigo mais, não consigo sorrir de uma forma espontanea, abraços e caricias me fazem tão bem, me sinto aliviada, me sinto muito bem mesmo.
sábado, 1 de setembro de 2012
O que eu sou? Eu sou tudo, ás vezes nada. Eu sou o que eu vi, os livros
que li, os filmes que assisti, o que eu escrevi, o que eu pensei, o que
eu falei, as viagens que fiz, os esportes que pratiquei. Eu sou quem eu
gosto, sou meu momento, sou minha comida preferida. Eu sou isso, será
que você vai entender? Sou um conjunto de coisas que não é fácil de
entender, ou até seja. Eu sou as coisas que guardo: a saudade, o ódio e o
amor. Eu sou o passado, mas o presente e o futuro pertencem a mim. Sou o
imperfeito, o criado sobre um papel amassado. Sou a contradição. Sou a
complexidade do mundo. Eu sou o que ninguém é capaz de ver.
Sou complicada ao extremo, quebro os meus próprios princípios, sei e digo o que é certo, sou super chata. Não tento agradar, tanto me faz que me critiquem ou elogiem. A minha paciência anda sempre por um fio. Tenho ciumes de tudo,
irrito-me com facilidade, e conquistar a minha confiança é um desafio.
Odeio que me obriguem a fazer as coisas, ou que me cobrem algo. Não
tenho milhares de amigos, mas os poucos que tenho, são os melhores. Sou o resultado da brilhante educação dos meus pais e do carinho recebido de quem gosta de mim. Não sou feita para me entenderem, pois nem eu própria me entendo
“- Eu tentei ser, aquela que te fizesse bem, tentei
ser aquele sorriso que te completa, aquela alma que te acalma, aquele
seu ponto de paz. Tentei ser a mina perfeita, mas optei por ser eu mesma
e acabei te perdendo. E hoje você segue sua vida como seu eu tivesse
sido apenas mais uma, e eu sigo a minha, com a consciência de que você
ainda é o único.”
Cometo erros, machuco o coração das pessoas, me machuco, estrago
as coisas, estrago minha vida, e as vezes estrago a vida das outras
pessoas, eu amo, eu odeio, eu adoro, eu admiro, eu sinto dor, eu sinto
arrepios, eu sinto prazer, eu sei rir, eu sei chorar, eu sei fugir, eu
sei enfrentar. Eu tenho coragem, eu tenho medo, eu tenho sonhos. Enfim..
Sou um ser humano
“Uma vez perguntaram-me como é que eu podia ser
assim, viver desta forma e erguer a cada novo dia. Minha vida é cheia de
noites e dias iluminados pelos astros do céu, eu me inspiro a cada
dedilhar… Eu me perco dentro de mim e nunca me encontro. Deveria de
responder mil e uma coisas… Mas apenas disse que se vivo assim é porque minha ignorância - talvez se chame de coragem, quem tem coragem é ignorante - me permite dar um sorriso e uma lágrima quando eles querem ser sentidos.
Eu um dia morri, deixei que a morte me levasse e ela abraçou-me,
dizendo-me que a vida precisava ainda de mim. Eu fiquei, sorri e agora a
morte se tornou uma velha amiga, por vezes sopra, e eu a ouço… Ela
sempre me ensina algo novo.”
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